terça-feira, 7 de julho de 2009

Violência contra cristãos aumenta nos últimos meses no Egito

Em ataques isolados no início do mês de junho no Egito, um cristão copta foi brutalmente esfaqueado ao sair de uma missa em Minya; e em outro incidente, um carro bomba explodiu às portas de um templo sagrado em Cairo, interrompendo um casamento.

Segundo a Organização dos Coptas Unidos, sem serem provocados, três muçulmanos esfaquearam com muitos golpes o cristão copta Girgis Yousry, soldado alistado de 21 anos de idade, ao sair das portas da Igreja Santa Maria em Minya, Alto Egito, no dia 2 de maio.

Com os órgãos gravemente lesionados, a vítima foi levada ao hospital do distrito, onde ainda se encontra sob tratamento.

Quando o pai de Yousry foi prestar queixa na delegacia de polícia, o oficial encarregado dos Serviços de Inteligência expulsou-o da unidade. Três suspeitos de envolvimento no crime, Wael Mohammed Hagag, Mohammed Nasr Anwar e Shabaan Sayed Amin foram detidos no dia 5 de maio, e tiveram prisão temporária de 16 dias, enquanto as investigações eram processadas.

Os três foram acusados de homicídio sem premeditação, o que leva a uma pena de 15 anos.

Entretanto, Mamdouh Nakhla, presidente do Centro pelos Direitos Humanos de Al-Kalema, acredita ser pouco provável que eles sejam condenados.

“No decorrer dos meus 15 anos de experiência, em particular no distrito de Minya, todos os casos de ataques e assassinatos de cristãos ou não, foram punidos, e os acusados totalmente exonerados, ou receberam suspensão da pena”, ele contou.

Minya, cidade que abriga a maior comunidade de coptas do Egito – aproximadamente 4 milhões – é considerada a pior região em violência contra os cristãos.

Estou a par das penas severas aplicadas contra os cristãos que são presos inocentemente, relatou Nakhla. “Isto é o que tenho presenciado em Minya”.

Fontes locais relataram ao Compass que nos últimos meses tem havido uma onda de prisões de cristãos, os quais são mantidos reclusos ilegalmente. Soube-se de casos de detentos que ficam por meses encarcerados, onde apanham brutalmente e são torturados.

“A brutalidade policial é algo amplamente praticado”, informou uma fonte, “especialmente em zonas rurais, punições a grupos de pessoas, intimidações sistemáticas e humilhações são práticas já esperadas contra todos os cidadãos, incluindo cristãos.

Nesse mês, o Compass soube de três detenções ilegais de cristãos ocorridas desde novembro de 2008; das quais, duas pessoas nunca foram soltas.

“E quando finalmente soltas, elas dificilmente tornam a erguer-se, por causa dos muitos maus tratos e das eletrocuções”, conta um cristão local.

Líderes da igreja local acreditam que a recente tensão seja uma resposta aos rumores de um aumento do número de convertidos ao cristianismo, difundido por programas de televisão cristãos via-satélite.

Bombas de fabricação caseira

No Cairo, no dia 9 de maio, uma bomba de fabricação caseira colocada embaixo de um carro, explodiu na frente do prédio de uma igreja, no distrito de Zeitoun, incendiando o veículo, porém sem causar danos maiores.

Passantes em pânico chamaram a polícia ao verem o carro em chamas no lado de fora da Igreja de Santa Maria – local considerado sagrado pela comunidade copta egípcia.

Forças de segurança chegaram ao local do evento em poucos minutos, e isolaram a área. Uma segunda bomba foi encontrada próxima a um carro. Incapazes de desarmá-la, os agentes foram forçados a detoná-la, porém sob controle, relataram fontes ao Compass.

Conforme o Jornal Watani, a explosão interrompeu um casamento e um estudo bíblico que aconteciam na igreja, considerada um patrimônio histórico. Como medida de precaução, os participantes foram retirados do local através de uma porta lateral do templo. O padre da igreja, Boutros Gayed, não estava presente no momento do ataque.

As bombas eram rudimentares. Telefones celulares foram usados como detonadores e colocados juntos com o material explosivo dentro de um saco contendo fragmentos de metal.

A polícia precisa coletar informações sobre possíveis causas e suspeitos do crime. No entanto, o jornal Al-Masry Al-Youm informou que forças de segurança estão investigando possíveis ligações do incidente com células do Hezbollah, o qual usa dispositivos explosivos semelhantes.

Um pronunciante do Hezbollah negou envolvimento no atentado, afirmando que sua célula fora designada para dar suporte aos palestinos na faixa de Gaza, e que nunca sequer planejaram operar no Egito.

Fonte: Portas Abertas

domingo, 5 de julho de 2009

Violência aumenta com ataques a pastor e igrejas no Paquistão


Eric Sarwar, pastor da Igreja Presbiteriana no Paquistão e diretor da Escola de música e adoração Tehillim, foi atacado em Karachi nesta terça-feira, 30 de junho.

De acordo com um email enviado à ANS pela Igreja Presbiteriana, pessoas não-identificadas apontaram uma arma para o pastor e o seqüestraram.

“Eric Sarwar conseguiu fugir, e está tratando de seus ferimentos em um hospital em Karachi”, dizia o e-mail. O pastor está envolvido com missões através da música e das artes no país. Ore para que ele se recupere rapidamente, e ore pela segurança de sua família, pois ainda correm perigo.

Em outra região do Paquistão, há informações de que um grupo de muçulmanos queimou dezenas de casas cristãs e também igrejas, em um ataque similar ao de 1997.

Ore pelos cristãos paquistaneses, para que recebam paz e consolo em meio a esses conflitos, e pela segurança daqueles que estão na região afetada.

Fonte: Portas Abertas

Grupo de cristãos é atacado por não participar de festival hindu


Na tarde do dia 30 de junho, um grupo de cristãos em Orissa foi atacado por cerca de 50 pessoas depois de se recusarem a participar de um festival hindu. Aldeões ordenaram que os cristãos façam doações e cooperem no festival, mas quando eles decidiram ficar em casa em vez de prestar culto a deuses hindus, a multidão ficou enfurecida. Eles invadiram as casas dos cristãos e começaram a agredi-los sem misericórdia.

Os agressores procuraram pelo pastor Rajat, um missionário da Gospel for Asia, querendo matá-lo, mas os cristãos o esconderam. Três outros convertidos – Shivnath, Etua e sua esposa Jayamanti – ficaram gravemente feridos e foram levados para o hospital em estado crítico.

A polícia foi informada e agiu imediatamente para conter a violência. Quando chegaram ao local, os policiais protegeram os cristãos de mais ataques e tentaram acalmar a multidão, mas a presença deles não foi o suficiente para impedir que os agressores exigissem que o pastor Rajat fosse entregue a eles.

Os oficiais estão lutando por uma reconciliação entre os cristãos e os aldeões, mas estes se recusam a cooperar até que Rajat seja banido do vilarejo.

O pastor Rajat iniciou seu ministério na vila há seis anos. Cerca de 80 cristãos se reúnem em um templo temporário para cultuar ao Senhor debaixo de sua liderança. Para a glória de Deus, todos os meses novos convertidos se juntam ao grupo.

Ore pela proteção do pastor Rajat e dos cristãos de seu vilarejo. Ore também por uma solução pacífica, e para que os aldeões abandonem seus falsos deuses e abram os olhos para o único e verdadeiro Deus – Jesus Cristo.

Fonte: Portas Abertas

Trabalhadores em construção de igreja são mortos pela polícia na Etiópia


A polícia da Etiópia baleou e matou duas pessoas que ajudavam a construir uma igreja cristã em um terreno que é reivindicado por muçulmanos.

A violência começou quando a polícia tentou impedir a construção em Dessie, ao nordeste de Addis Ababa.

A polícia afirma que a violência foi uma resposta ao ataque iniciado pelos cristãos, mas grupos dizem que os policiais fizeram uma emboscada para os trabalhadores.

A população em Dessie é 2/3 cristã e 1/3 muçulmana.

O Ministro da informação, Bereket Simon disse aos jornalistas que os cristãos “invadiram o local” e tentaram prosseguir na construção da igreja “ilegalmente”.

“Infelizmente, três vidas foram tiradas. Duas delas foram baleadas, e uma caiu de um penhasco”, ele disse. Muitas outras pessoas ficaram feridas.

Fonte: Portas Abertas

Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil


A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa. A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e oraram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para orar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.

Tema recorrente

Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão. Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera orando pelos costumes muçulmanos. Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e orando da forma tradicional muçulmana. Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.

Fonte: Estadão.com.br

Professor americano é assassinado por extremistas na Mauritânia


No dia 1 de julho foi realizado o funeral de um professor americano morto na semana passada por propagar o cristianismo.

Cristopher Legget, 39, foi morto na terça-feira, 23 de junho, na frente da escola de idiomas e computação em que trabalhava.

Em sua rede de notícias operante no norte da África, a Islamic Maghreb, a al-Qaeda assumiu a responsabilidade pelo assassinato, acusando Legget de “atividades missionárias”. Um porta-voz da al-Qaeda na região emitiu uma declaração dizendo que o grupo matou Legged porque ele tentava converter muçulmanos ao cristianismo.

Grupos de ajuda humanitária no Oriente Médio disseram que Legget “resistiu ao que parecia ser uma tentativa de sequestro, e então foi baleado diversas vezes na cabeça pelos assaltantes”.

Os familiares do professor disseram que perdoam os assassinos, mas pediram que eles sejam presos e condenados.

“Com amor, nós liberamos perdão para aqueles que tiraram a vida de nosso querido filho. Chris tinha um profundo amor pela Mauritânia e seu povo, um amor que nós também sentimos. Apesar desse acontecimento terrível, não desejamos mal para o povo mauritano. Nós perdoamos os responsáveis, mas pedimos justiça contra aqueles que mataram o nosso filho.”

O Ministro da Justiça mauritano afirmou que a morte de Legget foi “uma grande perda para a Mauritânia”. Legget, sua esposa e filhos moraram no país por sete anos, onde ele comandava uma agência de ajuda humanitária, que oferecia treinamentos em informática, costura e alfabetização.

A Fundação Nacional pela Defesa da Democracia na Mauritânia (FNDD em inglês) pede que os assassinos sejam julgados.

“Esse crime terrível, cometido em plena luz do dia, perto de um mercado em El Ksar, um dos mais movimentados em Nouakchott, levanta a questão da instabilidade e terrorismo, usada frequentemente pelas autoridades militares para justificar todo tipo de situações incomuns.”

Ontem, em seu funeral na Primeira Igreja Batista, o pai de Cristopher, Jay Legget disse: “A grande esperança de nossa família é a de Chris não tenha morrido em vão, mas que através dessa morte física, milhares continuem a ser desafiados a se juntar a ele para demonstrar o amor de Deus.”

“Sentimos as orações de muitas pessoas ao redor do mundo. É maravilhoso viver o fato de que, pela graça e poder de Deus, um homem tocou a vida de milhares de pessoas.”

O pai de Legget terminou seu discurso com lágrimas nos olhos, recitando um hino: “A Deus seja a glória, a Deus seja a glória, grandes coisas Ele tem feito e grandes coisas Ele fará”.

Fonte: Portas Abertas

Igreja é lacrada, pastor e membros são presos na China


O pastor Dou Shaowen e sua esposa Feng Lu, da Rock Church em Zhengzhou, foram condenados a um ano e meio de reeducação por trabalho por “realizar atividades religiosas ilegais”. O advogado Li Dunyong viajou para a cidade a fim de representar o pastor Dou e Feng Lu na revisão e apelação da sentença.

Enquanto o pastor Dou Shaowen continua preso no campo de trabalho, os oficiais liberaram Feng Lu na tarde do dia 25 de junho. As autoridades permitiram que Feng Lu cumpra sua sentença em casa, para poder cuidar de sua filha de 12 anos. Ela deve se reportar ao Escritório de Segurança Pública regularmente, e pode ser enviada para o campo de trabalho a qualquer hora, se “realizar atividades religiosas ilegais” novamente.

O pastor Dou Shaowen e sua esposa foram presos no dia 14 de junho, quando dezenas de oficiais invadiram o culto de domingo. Eles fotografaram e fizeram vídeos dos mais de 100 cristãos presentes e cortaram a eletricidade para forçá-los a ir embora. Os oficiais lacraram todas as dependências da igreja. Outros cinco cristãos – Li Zhemin, Wei Jianhua, Zhang Julin, Ma Jianbo e Li Cuiying – foram presos com o pastor Dou e Feng Lu. Cada um foi condenado a 15 dias de detenção administrativa e forçados a pagar multa.

Fonte: Portas Abertas