quinta-feira, 28 de maio de 2009

Abaixo-Assinado: Nota de repúdio às declarações ofensivas do Ministro Carlos Minc


Nota de Repúdio

Ao discurso do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc

A União de Blogueiros Evangélicos, neste ato representada pelos associados abaixo assinados, vem, mui respeitosamente, repudiar publicamente a atitude do Excelentíssimo Ministro do Meio Ambiente, sr. Carlos Minc, que, no dia 18 de maio de 2009, durante discurso no Palácio Guanabara, em São Paulo, afirmou o seguinte: "Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes? Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?"; e ainda completou: "Quem se opõe à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Como que fornecendo o corolário para a discussão do problema, conforme as agências noticiosas, o ministro também forneceu o emblemático número de três mil crimes por homofobia, nos últimos dez anos no Brasil.

Sobre o desastroso pronunciamento do sr. Ministro, a UBE entende:
1) Que o Ministro pode e deve se manifestar no exercício democrático do seu juízo. Inclusive, discordando da posição da Igreja e dos cristãos de uma forma geral; afinal, a livre manifestação do pensamento é garantia assegurada pela Carta Magna em seu art. 5º, inciso IV. Garantia essa que, ironicamente, o PLC 122/2006 pretende acabar a pretexto da tipificação criminal da homofobia..

2) Que o Governo Federal, representado naquele ato pelo então Ministro, enquanto Poder Executivo do Estado brasileiro, deve zelar para que todos os cidadãos tenham seus direitos resguardados em consonância com os dispositivos legais vigentes, de maneira isonômica e justa, independente de sua cor, raça, sexo, opção sexual e religião, conforme estabelece o artigo 5º, caput, da Constituição Federal, o qual estabelece que "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes".

3) Que o sr. Ministro acabou por atacar frontalmente todas as igrejas e entidades religiosas que se opõem a tais projetos legislativos, responsabilizando-as levianamente por aquilo que ele denomina de "multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Entidades essas que, inclusive, estão inseridos os milhares de blogueiros evangélicos que assinam virtualmente a presente nota de repúdio;

4) Que, da maneira infeliz e irresponsável como foi feito, o pronunciamento evoca uma separação de grupos sociais, de modo a suscitar uma luta de classes entre aqueles que são contrários e aqueles que são favoráveis aos projetos de lei de criminalização da homofobia. Luta esta inexistente, uma vez que nenhuma igreja aqui representada assassinou, instigou ou colaborou para que gays, lésbicas e simpatizantes sofressem qualquer tipo de violência; muito menos incita ou incitou ódio contra os homossexuais.

5) Que o simples fato de apoiar ou não apoiar determinado projeto legislativo não significa necessariamente incentivo a um certo comportamento social; principalmente quando esse comportamento é maléfico para a sociedade. Com efeito, ser contrário à aprovação dos projetos que criminalizam a homofobia não é o mesmo que incitar o ódio ou a violência contra os homossexuais. Absolutamente. Afinal, se essa for a lógica padrão, concluiríamos também que o sr. Ministro é incentivador do uso de drogas, notadamente da maconha, isso porque, recentemente, ele mesmo participou de ato público onde pedia – aos gritos - a descriminalização do uso da maconha. Portanto, se essa idéia estiver correta, o sr. Carlos Minc é também "corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários" originados a partir do uso da maconha (furtos, roubos, homicídios, violência, etc.), bem como corresponsável pela destruição de milhares de famílias brasileiras que possuem dentro de casa viciados nesse tipo de droga.

6) Que as igrejas aqui representadas se resguardam o direito ao exercício do mesmo juízo resguardado ao nobre ministro e discordam igualmente de suas palavras e do apoio a tais projetos. Desta forma, as igrejas e seus membros podem discordar de quaisquer opiniões que julguem contrárias à sua fé e crença, inclusive, entre si, e o fazem de maneira ordeira e responsável. Não lembramos de qualquer enfrentamento religioso, apesar das divergências pontuais entre as correntes evangélicas brasileiras, o que é sadio;

7) Que, diante da afirmação de que nos últimos dez anos houveram no Brasil três mil crimes por homofobia, se faz necessária a seguinte pergunta: Por que o ministro, ou seu correspondente na pasta da Justiça, não disponibiliza as investigações das 3000 mortes? Porque muitos destes crimes foram sequer investigados! Entendemos que o emblemático número é fruto de mistificação grosseira e sintetiza a omissão e inabilidade do próprio Governo frente à crescente criminalidade de nossos dias. Senão leiamos um trecho de reportagem do Jornal do Commercio, do dia 15 de abril deste ano sobre o mesmo assunto. Na ocasião o jornal divulgava estatísticas semelhantes (grifos nossos):

Os gays são mais "frequentemente assassinados dentro da própria casa", geralmente a facadas ou estrangulados. Já os travestis são executados na rua a tiros. O perfil dos criminosos é descrito assim pelo relatório: "80% são desconhecidos, predominando garotos de programa, vigilantes noturnos, 65% menores de 21 anos".

Os gays são assassinados dentro de casa por 80% de desconhecidos!? Não lhes parece estranho? Veja como a contradição fica mais aparente quando se acrescenta predominando garotos de programa? Ou seja, na maioria das vezes, o gay chama um garoto de programa para sua própria casa, assumindo os riscos inerentes a esta atitude, e por alguma razão, os dois se desentendem e o gay é assassinado! Isso não é homofobia desde o início, porque, a priori, quem aceita um programa com um gay é porque gosta de sexo com ele.

Apesar das mortes, que devem ser sempre lamentadas, as ONGs dos movimentos engajados desejam um tratamento específico ao problema. O que querem? Um policial para cada casa, para poderem fazer sexo em segurança com um desconhecido!? Observemos, por oportuno, que a questão colocada em foco não é a violência como drama brasileiro, mas a que atinge especificamente a homofobia. Uma classe especial de apuração somente para os gays. Como se as demais mortes de brasileiros fossem menos importantes. Outrossim, o que dizer dos gays que morrem disputando parceiros? Ou isto não acontece? Ou os que se envolvem em brigas que não tem nada a ver com sua opção sexual e em decorrência delas são assassinados? Dos que se arriscam nos programas noturnos? Enfim, em que circunstâncias foram mortas cada uma destas pessoas? A alquimia esconde, por exemplo, os praticantes do bareback!

8) Que tais projetos criam uma classe especial de privilegiados. Que de posse dos direitos especiais providos pelos projetos irão argüir as opiniões contrárias, de maneira agressiva e violenta, como já ocorre nos EUA. Decerto, a prevalecer a maneira tendenciosa como o Governo Federal cria políticas segregacionistas, um dia o Brasil vai ter uma Delegacia para apurar crimes contra os gays (aliás, já tem, só que com mais ênfase tem em vista os projetos em trâmite), outra contra os negros, os pardos, os amarelos, os narigudos, os baixinhos, os carecas, os gordos, os babalorixás, os que usam colete; enfim, contra cada categoria que reclame para si uma apuração diferenciada. Quando todos, repetimos, todos, os crimes deveriam ser apurados indistintamente, e nuances como sexo, religião, raça e opção sexual fossem contornos do fato. Exceto, nos casos em que há ligação explícita, como, por exemplo, os crimes praticados por neonazistas;

9) Que o Governo Federal desde há algum tempo luta por reparações históricas. O que seria muito bom, se tais reparações não segregassem os brasileiros em castas. A segregação impõe uma classe. Tal imposição se configura racista, quando aloca privilégios. Repudiamos tal articulação, pois historicamente perseguidas pela Igreja Católica, por exemplo, as evangélicas, nunca ousaram reivindicar reparação alguma;

10) Que a fala do excelentíssimo ministro Carlos Minc tenta mantê-lo em foco, desviando-o dos verdadeiros problemas de sua pasta, quais sejam, em resumo:

a) Desmatamento recorde. Provavelmente ao término deste texto o tamanho de uma quadra de futebol de árvores foi abaixo, em nome da ilegalidade e da exploração desordenada;

b) Poluição desmedida de nossos rios e costas. As matas ciliares estão em franco desaparecimento e os rios brasileiros agonizam;

c) Crescimento desordenado de nossas cidades, com déficit sensível de saneamento básico;

d) Impunidade nos delitos contra a natureza;

e) Ausência de políticas de longo prazo para o meio ambiente, tais como implantação da sustentabilidade plena em áreas de preservação ambiental.

Em suma, como ministro do Meio Ambiente, o excelentíssimo senhor Carlos Minc seria um excelente defensor das causas gays.

União dos Blogueiros Evangélicos

Participe desse abaixo-assinado

Culto de louvor e adoração ao Senhor 2ª Parte

Mensagem ministrada pelo Pastor Marcos Ezequiel

Culto de louvor e adoração ao Senhor 1ª Parte

Culto realizado na Bolívia. 1ª Parte, louvor ministrado pela irmã Valdeci

A obra do Senhor continua na Bolívia


Deus tem sido bom para com o Pastor Marcos Ezequiel em terras bolivianas. Apesar das lutas, da saudade da terra natal, adaptação das crianças, e o trauma de ter sua casa arrombada e seus pertences furtados, o casal Marcos e Valdeci seguem firmes e constantes, cientes de que o seu trabalho não é vão no Senhor (I Cor 15:58). Desta vez foi um mutirão para a construção provisória de um templo, uma vez que ainda não foi possível comprar o terreno para a construção definitiva e os cultos estavam sendo realizados debaixo de uma mangueira. Segue algumas fotos do mutirão que contou com a ajuda dos novos convertidos.
Foto 1 - Irmã Valdeci e uma nova convertida fazendo o almoço
Foto 2 - Marcos Ezequiel na batalha
Foto 3 - Obra em andamento
Foto 4 - Novos soldados na luta

Essa construção provisória é fruto de uma doação de uma irmã, que cedeu o espaço até que ocorra a compra do terreno para a construção do templo. Colabore você também. A obra do Senhor precisa de suas orações e sua contribuição. Missionário é quem vai, mas também é quem ajuda. Bco. do Brasil, ag. 4277-3 c/c 10077-3.

Encontro Missionário na Bolívia


Quatro famílias Missionárias que deixaram sua vida aqui no Brasil e estão fazendo a obra de Deus em solo boliviano. Pr. Marcos Ezequiel (BA), Mis. Pedro Paulo (ES), Mis. Bráz (SP) e Mis. João Batista (PA) com suas respectivas famílias. Este blog apoia o Pastor Marcos Ezequiel (1º da esq. p/ a dir.). Oremos por estes heróis da fé que estão obedecendo ao IDE de Jesus Cristo, e ajudemos a manter essa obra missionária. Bco. do Brasil, ag. 4277-3 c/c 10077-3.

Muçulmanos expulsam cristãos de lugar de culto


O culto de domingo em uma igreja não-registrada perto da cidade de Zanzibar, em uma ilha da Tanzânia, não aconteceu pela terceira semana consecutiva depois que muçulmanos extremistas expulsaram os cristãos de sua propriedade alugada.

Radicais expulsaram os membros da Igreja Pentecostal Zanzibar (Kanisa La Pentecoste Zanzibar) de um culto em uma casa alugada em Ungunja Ukuu. As restrições á compra de terrenos para Igrejas diminuiu as tentativas da congregação de encontrar um novo lugar de culto.

Furiosos com um recente crescimento da evangelização na área, os muçulmanos fizeram diversas ameaças aos cristãos, dizendo para que interrompessem suas atividades. A igreja havia realizado uma campanha de evangelismo de porta em porta, encerrada com uma celebração de Páscoa.

“Radicais muçulmanos contaram sobre a campanha para Mgomba, o líder do vilarejo, que, por sua vez, ordenou que ninguém realizasse atividades cristãs em sua jurisdição”, disse Obeid Fabian Hofi, bispo da igreja.

Na manhã do ataque, mais de 20 membros da igreja estavam reunidos quando souberam que os muçulmanos iriam atacá-los. Quando o grupo se aproximou, todos fugiram para salvar suas vidas.

“O grupo gritava, dizendo: ‘Não queremos a igreja aqui – eles devem ir embora e nunca mais voltar!’”, disse um cristão que pediu anonimato.

Um muçulmano alugou sua casa para um membro da igreja, Leah Shabani, que depois decidiu fazer dali um lugar para reuniões. A igreja, que existe há sete anos, tinha mais de 30 membros no início desse ano. Sem lugar para cultuar, muitos cristãos viajam até a cidade de Zanzibar.

Quando a Igreja relatou o ataque para o chefe da área, Jecha Ali, ele disse que não poderia ajudá-los.

“Essa propriedade não é minha – se o dono se recusa a deixar vocês cultuarem lá, então eu não posso fazer nada”, disse Ali.

“Até agora, a polícia não fez nada. Estou muito preocupado com a situação espiritual do meu rebanho, já que meus apelos não são atendidos. Ninguém está preparado para ouvir nossas reclamações. Estamos lutando e perdendo, pois somos governados por muçulmanos”, diz Hofi.

“Agora a igreja está arrecadando dinheiro para que os membros logo tenham um lugar para se reunir. Estamos confiando na providência de Deus.”

Fonte: Portas Abertas

sábado, 23 de maio de 2009

Cristãos fogem de Swat Valley (Paquistão) com medo da violência


O Talibã armou uma vingança contra os cristãos devido à ofensiva do exército contra os militantes islâmicos no Paquistão.

Furiosos com os Estados Unidos e as operações militares em Swat Valley, o Talibã atacou uma comunidade cristã, causando pânico e medo entre as pessoas e os forçando para que se juntassem aos outros 200.000 que já deixaram a cidade.

Na cidade de Karachi, crescente domínio do Talibã, houve relatos de ataques de extremistas à comunidades cristãs.

O pastor Salim Sadiq da Igreja Holy Spirit em Karachi, disse que muitas casas cristãs foram destruídas por extremistas islâmicos que juraram vingança pelo “sofrimento de seus companheiros na área”.

“Eles invadiram nossas casas gritando ‘Morte aos infiéis ’, e nos agrediram e ameaçaram se não nos convertermos ao islã”, relembra Sadiq.

Ele lamenta: “Os cristãos não têm escolha aqui. Nós sofremos assim há décadas, sob o domínio de militantes muçulmanos que estupram nossas filhas, queimam nossas igrejas e invadem nossas casas”.

“Apesar de a maioria muçulmana não ter que se preocupar com a ofensiva militar ao Talibã, para os cristãos, tão poucos e frágeis, é uma preocupação muito séria, o que aumentará a pressão e violência do Talibã contra nós”, acrescenta.

A ONU afirma que mais de 800.000 paquistaneses fugiram do conflito entre o exército e o Talibã.

Um representante da ONU diz que essa fuga causará ainda mais conflitos: “Se você não consegue lidar com os desafios de um número tão grande de refugiados indo para outros países que não tem capacidade econômica para recebê-los, e se não é elaborada uma solução efetiva, a população será um enorme fator para a desestabilização”.

O primeiro ministro Yusuf Raza Gilani afirmou que o exército paquistanês encerrará a ofensiva contra os militantes do Talibã em Swat Valley, e assim, a paz estará garantida.

Fonte: Portas Abertas

Missionários são agredidos por ex-cristão na Índia


Um missionário da Gospel for Asia foi agredido e ameaçado por um homem que trabalhou com ele. Kolmind Goshe foi atacado por Mawlong Sahare, ex-membro de sua igreja. O ataque aconteceu em 28 de março, quando Kolmindstone estava indo para o mercado. Mawlong bateu em seu antigo pastor e pediu que ele lhe desse algum dinheiro, ou saísse do vilarejo. Mawlong disse que planejava atacar outros missionários da mesma organização que trabalhavam na área, mas que não conseguiu encontrá-los naquele dia.

Koldmindstone conheceu Mawlong em 2005, alguns meses depois de iniciar o trabalho com as pessoas no vilarejo onde Mawlong mora. Apesar de ser um radical na religião tradicional da vila, ele ouvia uma rádio cristã e ficava curioso para saber mais sobre Jesus. Mawlong era um oficial eleito e, portanto, bem conhecido em sua comunidade. Repentinamente, ele adoeceu e uma de suas mãos ficou paralisada. Koldmindstone, que serve como pastor da igreja local, se ofereceu para orar pela cura da mão doente. Deus respondeu a oração do pastor e curou a mão de Mawlong.

Mawlong abriu seu coração para Jesus naquele dia e consagrou sua vida para servi-lo. Por dois anos, ele trabalhou com Koldmindstone, compartilhando o amor de Deus com as pessoas da comunidade. No entanto, os líderes de sua antiga religião o pressionaram para que retornasse. Finalmente, eles ameaçaram matá-lo se não se juntasse a eles novamente. Esses tipos de ameaças são comuns na cultura Asiática. Confrontado com essa pressão, ele voltou a praticar sua antiga fé, o que é uma resposta incomum. A maioria dos cristãos recém convertidos se apegam a sua fé em Jesus, enfrentando a vergonha e as ameaças de sua família e amigos, que querem que eles retornem a outra religião.

Logo, ele estava entre os principais oponentes ao trabalho de Koldmindstone, cobrando multas se o pastor insistisse em ficar na área. Quando ele se recusou a pagar, Koldminstone e outros missionários foram agredidos por extremistas do grupo religioso de Mawlong.

Mawlong foi preso e os pastores foram forçados a prestarem queixas contra ele. Por segurança, Koldmindstone e os outros pastores foram mandados para outro local.

Eles pedem oração para que o Senhor assuma o controle da situação e traga paz e uma boa resolução para o problema. Ore também para que eles possam continuar sendo usados poderosamente por Deus.

Ore também por Mawlong, para que volte para os caminhos do Senhor.

Fonte: Portas Abertas

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Somos a Igreja esquecida", diz um pastor palestino


Um pastor de Jerusalém, depois de uma visita aos Estados Unidos, percebeu que a população inteira de evangélicos na Cisjordânia e Gaza caberia em uma igreja dos Estados unidos.

“Devido às pressões econômicas, muitas famílias cristãs fogem do país procurando uma vida melhor”, disse o pastor Jack Sara, pastor da igreja Jerusalem Alliance.

De acordo com uma organização que serve a Igreja Perseguida no mundo, não restam mais que 5.000 cristãos evangélicos na Cisjordânia e em Gaza.

Os cristãos que ainda estão lá sofrem pressão de todos os lados, incluindo uma cultura muçulmana hostil, tensões contínuas por causa da disputa de território, a recente ofensiva em Gaza e crise econômica.

“Nós somos a Igreja esquecida”, lamenta um pastor palestino.

“Não”, corrige outro pastor. “Não somos a Igreja esquecida. Somos a Igreja sofrida e esquecida.”

O sentimento de desesperança incentiva o êxodo dos cristãos nos territórios ocupados pela Palestina.

De acordo com o Centro Europeu pela Lei e Justiça, Belém e Nazaré têm “experimentado um grande número de cristãos que deixaram o local nos últimos anos.” Muitos cristãos enfrentam dificuldades significativas na Terra Santa.

“O êxodo desses cristãos não é apenas uma tragédia humana e cultural, mas também uma perda para a população palestina e para a estabilidade na área.”

Para os cristãos palestinos na Cisjordânia, a pressão diária é mais difícil de lidar do que a violência física.

Ore por esses cristãos, para que não se sintam abandonados, mas saibam que há irmãos em todo o mundo que se importam e oram por eles.

Fonte: portas Abertas

Famílias cristãs têm sido impedidas de receber água no México


Quatro famílias cristãs tiveram o fornecimento de água cortado para suas casas desde o dia 14 de outubro de 2008, por causa da intolerância religiosa. Todas as famílias da comunidade de Pets-toj, município de Zinacantan, dividiram os custos para trazer a tubulação de água até a região em que vivem e também para cada uma das casas. A distribuição da água para as famílias cristãs foi cortada, porque elas não cooperam e participam mais das celebrações tradicionais católicas.

Mesmo havendo atualmente duas autoridades locais responsáveis pela fiscalização da intolerância religiosa, nenhum progresso foi alcançado. Os dois representantes do governo, Mariano Alberto Hernandez Perez, fiscal do município, e Andrés López Hernández, representante do governo municipal, não se dispuseram a solucionar quaisquer disputas, porque concordam que as famílias deveriam pagar pelas tradicionais celebrações católicas.

Além disso, a comunidade fica muito distante da principal cidade do município e mais distante ainda da capital do estado de Chiapas. A própria capital enviou ordens de que o conflito fosse solucionado, mas não foi dado nenhum passo em direção de uma solução efetiva.

A comunidade de Pets-toj está dividida em duas áreas. A área onde as famílias cristãs vivem acomoda cerca de 600 pessoas. Elas compartilham a água que é fornecida por meio de uma tubulação que liga a comunidade e o rio mais próximo, que está a 7 km de distância. A água é gratuita, porque todos cooperaram para comprar os materiais e a mão-de-obra necessária para a instalação. A construção foi muito simples, porque a água percorre montanha abaixo e chega ao local, tudo pela própria gravidade. Quando essas quatro famílias decidiram não participar do feriado católico tradicional e não pagar as taxas de participação, a distribuição de água potável para elas foi cortada.

Por enquanto, a única opção é buscar a água fazendo um percurso de uma hora e meia a pé e voltar carregando baldes cheios de água até as casas. Esse trabalho é feito por mulheres e crianças. Uma possível solução para essas famílias seria comprar e instalar o próprio sistema de tubulação para distribuir a água que vem do rio diretamente para suas casas. A autoridade local e os líderes católicos disseram que respeitariam a propriedade exclusiva da tubulação e não a danificariam. A Portas Abertas se dispôs a levantar os recursos para patrocinar esse projeto.

Entretanto, ainda que essa possível solução se concretize, os evangélicos acreditam que os católicos irão de alguma maneira persegui-los. Enquanto isso, a Portas Abertas contratou alguns caminhões pipa para depositar uma grande quantidade de água dentro de grandes caixas d’água que ficam dentro das casas. Nós também realizamos o seminário Permanecendo Firmes Através da Tempestade com os cristãos da região em uma tentativa de fortalecê-los para que perseverem na fé.

Fonte: Portas Abertas

Como os cristãos são perseguidos na Coreia do Norte


É muito desencorajador notar o nível de perseguição aos cristãos na Coreia do Norte, até mesmo aqueles que estão supostamente protegidos de acordo com a constituição do país.

Mas o oposto é o caso de um país onde cada cidadão supostamente tem direitos fundamentais em termos de permissão para adorar seu Deus da maneira e forma que considerem adequada.

Você pode imaginar um caso como o de Juan Eun Hye, um desertor norte-coreano, que foi colocado sob severa vigilância e enfrentou toda forma de perseguição da Agência de Segurança da Coreia do Norte. “Eu tive que fugir do meu país e me tornar um refugiado. Apesar da educação completamente ateísta, da incessante propaganda anti-religiosa e da tenaz vigilância do governo, nossa família guardou a fé.”

De acordo com o relatório da Portas Abertas, existe um numero de 50.000 a 70.000 de cristãos que estão detidos em vários campos de prisão e há um total aproximado de 400.000 crentes na Coreia do Norte.

O relatório também afirmou que os cristãos norte-coreanos podem ser presos por qualquer ato que o Estado defina como crime, por exemplo, ser cristão, fazer qualquer comentário negativo sobre o regime de governo, ter uma foto do Kim II Sung em casa, manter a casa bem limpa ou mesmo viajar para a China atrás de comida.

É digno de atenção, que há oito campos de prisão política na Coreia do Norte que mantêm em torno de meio milhão a um milhão de pessoas e esses prisioneiros políticos estão constantemente sob ameaça de execução.

Existe também em torno de 30 campos onde há centenas de milhares de norte-coreanos que trabalham forçadamente todos os dias e dois desses campos juntos tem a mesma área que a Ilhota de Wight*.

A Portas Abertas também relata que nos últimos 30 anos cerca de 500.000 tenham perecido nas enormes redes de cadeias, campos de prisão e em secretos projetos subterrâneos em construção na Coreia do Norte.

Isto indica: “A falta de comida combinada com o árduo trabalho exigidos dos prisioneiros significa que eles morriam de desnutrição e exaustão. Alguns dos sobreviventes comiam qualquer coisa que achavam como cobras e ratos.”

Como resultado deste cenário, a Portas Abertas iniciou uma campanha diplomática, na qual mostraria as condições dos refugiados na Coreia do Norte e forçaria uma repatriação para a China.

Também a rede WCD de Noticias, Noticias Cristãs e Agência de Mídia tem relatado algumas vezes que cristãos na Coreia do Norte vivem sob constante perigo de assédio, prisão e tortura, e estes cristãos que estão debaixo de regime opressivo devem ter cuidado ao se reuniram para estudar a Bíblia ou adorar, como por exemplo, encontrarem-se em grupos de apenas 3 ou 4 e cobrir todas as janelas.

“Se você for a uma reunião de cristãos na Coreia do Norte, você tem que entender que está colocando sua vida em suas próprias mãos. Por ser descoberto como cristão você pode ser preso. Isto pode levar a sua execução. Portanto, você deve ser muito cauteloso para quem você compartilha informações”, acrescenta.

A ironia deste cenário é que a despeito de toda a intensa perseguição aos fiéis, quase que diariamente na Coreia do Norte, a população de cristãos naquela nação comunista está crescendo cada vez mais e é aberta ao evangelho.

Além disso, apesar dos dez milhares de cristãos que são presos por causa da sua fé naquele país, o jornal WCD diz que a fé dos cristãos continua a perseverar apesar de reunirem-se em secreto por necessidade para compartilhar a verdade das escrituras.

• Nota da Tradutora: Ilha de Wight é parte integrante do Reino Unido, situada na costa sul inglesa, com uma área de 381km2 e uma população de 134 876 habitantes(2002).

Fonte: Portas Abertas

Garoto cristão de 5 anos é encontrado morto no Iraque


De acordo com um grupo que cuida de liberdade religiosa, um garoto cristão de 5 anos foi sequestrado e executado por um grupo desconhecido, que pediu um resgate de U$50.000.

Tony Adwar Shawell foi sequestrado no dia 5 de março. Seu corpo foi encontrado com diversos ferimentos à bala no dia 11 de maio.

Desde a invasão dos Estados Unidos em 2003, é comum que gangues criminosas e militantes islâmicos seqüestrem e assassinem os cristãos. A identidade dos seqüestradores de Shawell ainda é desconhecida.

Juliana Taimoorazy, presidente do Conselho de ajuda cristã declarou que havia recebido pistas sobre a localização do corpo do menino.

Ela ressaltou que os cristãos querem viver pacificamente com os outros iraquianos, e pediu para que a comunidade internacional e o governo dos Estados Unidos protejam os cristãos no Iraque.

Jonathan Racho, diretor regional da International Christian Concern na África e Oriente Médio comentou: “Esse último acontecimento indica a deterioração da situação para as minorias cristãs no Iraque. Também é um sinal muito claro do perigo que todos os cristãos iraquianos enfrentam no país. Pedimos que os iraquianos e o governo americano coloque um fim no extermínio sistemático dos cristãos no Iraque.

Vemos nas notícias recentes que há um grande êxodo de cristãos no Iraque. Além disso, os poucos que ainda estão no país são atacados de alguma forma. O Iraque precisa de nossa oração. Peça a Deus que derrame paz sobre o país e força para nossos irmãos iraquianos.

Fonte: Poratas Abertas

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Pastor idoso é preso e agredido na Índia


A agência de notícias International Christian Concern soube que um pastor indiano de 70 anos foi agredido enquanto passava 20 dias na prisão por acusações falsas de suborno para converter hindus.

O pastor Samuel trabalhou na pequena vila de Bashi Nagar em Jammu, Índia, por 20 anos, e liderava uma igreja de 350 membros. Ele enfrentou oposições ao seu ministério pela primeira vez há quatro meses quando, em duas ocasiões diferentes, um grupo de radicais hindus o interpelaram e bateram mais de 15 vezes em sua cabeça, e o ameaçaram com uma faca e uma arma. Não satisfeitos com os ataques, os radicais começaram a pressionar a polícia local para agir contra Samuel.

Como resultado, a polícia prendeu Samuel no dia 2 de abril, mas o libertaram no mesmo dia. No entanto, em 8 de abril, a polícia voltou para a casa de Samuel, incitados por radicais hindus, o prenderam, o arrastaram pelas ruas até o tribunal, dizendo que ele era um terrorista. Três testemunhas falsas afirmaram que receberam dinheiro para se converter ao cristianismo. O tribunal enviou o caso de Samuel para a polícia local, que o mantiveram na cadeia por 20 dias.

Lá, a polícia torturou o pastor idoso. Sua cabeça foi raspada; ele foi mantido em uma cela suja, sem vaso sanitário; foi forçado e lavar todos os banheiros e varrer todos os quartos da prisão. Além disso, foi agredido diversas vezes pelos policiais.

Samuel foi libertado depois de pagar uma fiança de U$420, mas deve se apresentar ao tribunal no dia 25 de maio. A polícia também pediu para que o pastor interrompesse seu trabalho em Jammu.

Ore por este pastor, para que ele receba a cura do Senhor, tanto física quanto espiritualmente, e para que sua sentença seja justa. Ore também para que o ministério realizado pelo pastor não seja interrompido, e que ele veja os frutos de seu trabalho.

Fonte: Portas Abertas

Vítimas de incêndio em igreja serão enterradas depois de um ano no Quênia


As vítimas do incêndio em uma igreja, que simboliza a ferocidade da violência pós-eleições no Quênia, finalmente poderão ser enterradas.

Os 36 corpos estavam em um necrotério na cidade de Eldoret desde o ataque em janeiro de 2008. Todas as tentativas das autoridades de enterrá-los em covas coletivas foram frustradas, graças aos familiares das vítimas.

Os parentes realizam a cerimônia no terreno da antiga igreja, onde os corpos serão enterrados. O presidente Mwai Kibaki estará entre os presentes na cerimônia, que será transmitida ao vivo pela TV queniana. Os funerais foram adiados por causa das dificuldades em identificar os mortos e da disputa pelo lugar aonde seriam enterrados.

Em janeiro, as autoridades tentaram enterrar os corpos em uma cova coletiva, em um cemitério público sem avisar os parentes das vítimas. As famílias, quando souberam, correram até o cemitério e pediram para que os oficiais interrompessem o trabalho e devolvessem os corpos para o necrotério.

Uma integrante do comitê que organiza os funerais – e sobrevivente ao ataque – disse que cada vítima terá seu próprio túmulo. “No início, estávamos muito tristes, mas agora estamos bem, pois poderemos enterrar nossos queridos”, ela disse. “No momento, o local está em paz.”

Eldoret está localizada em Rift Valley, lugar mais afetado pelo derramamento de sangue em dezembro de 2007.

No mês passado, o tribunal no Quênia abriu um caso contra quatro homens acusados de envolvimento no incêndio. O juiz acusa a polícia de não fazer um bom trabalho. A violência aumentou após a disputa presidencial em dezembro de 2007, em que o líder da oposição Raila Odinga perdeu para seu encarregado, Sr. Kibaki.

Um acordo de paz entre os rivais políticos resultou em um governo de coalizão e no fim da desordem que deixou mais de 1.500 mortos.

Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Rio Jordão corre o risco de desaparecer


Apesar de estar cada vez mais reduzido e de parecer um córrego de menos de três metros de largura em alguns pontos, o Rio Jordão separa os dois países do Oriente Médio, e tem importância estratégica, religiosa e histórica para ambos os lados. O ponto do batismo de Jesus descrito no primeiro capítulo do Evangelho de João parece um pequeno riacho.

Segundo historiadores, o ponto exato onde Jesus teria sido batizado, entretanto, não fica mais exatamente no rio, mas um pouco ao lado, numa área que atualmente é seca. Na beira do rio, em uma pequena construção guardada por soldados dos dois lados da fronteira, há uma pequeno recipiente em que a água pode ser recolhida pelos visitantes. Caso prefira, também se pode recolher água direto do pequeno rio, descendo até ele. Visitantes mais religiosos podem ir além, e repetir o ritual do batismo mergulhando por completo no rio.

O rio que já foi navegável perdeu sua força e foi diminuindo por uma série de fatores, alguns naturais, como o aquecimento global, e outros humanos, por conta de desvios em suas partes e de outros rios ligados a ele. Hoje tem seu valor histórico, mas chega a correr o risco de desaparecer completamente em poucas décadas.

Interessado no atrativo para o turismo religioso, o governo jordaniano está discutindo investimentos para evitar que ele continue a diminuir. Junto à Igreja, a Jordânia está organizando algumas mudanças no local, incluindo a construção de duas igrejas cristãs, que vão valorizar a importância sagrada do local.

Fonte: CPAD

Casal cristão é assassinado em Arauca, na Colômbia


No dia 24 de abril, sexta-feira, dois homens armados invadiram pela porta da frente a casa de Emilse Maria Del Carmen procurando por seu marido, Jose Rodriguez. Ela foi baleada imediatamente, pois tentou proteger o marido. Emilse foi atingida oito vezes e Jose seis vezes. Eles não conseguiram sobreviver aos tiros. Um dos assassinos também foi baleado e morreu.

Naquela sexta-feira, Jose e a esposa Emilse haviam decidido ficar em casa e não frequentar o culto na igreja Assembleia de Deus na cidade La Esmeralda. Ele e a esposa eram líderes da denominação na região que moravam.

Jaime, pai de Jose, que também é cristão, testemunhou a morte do próprio filho e da nora. Ele não conseguiu explicar porque o filho teria inimigos. Assim que o assassino sobrevivente fugiu, os pais de Jose levaram seu corpo e de sua esposa até o pronto-socorro mais próximo, dali eles foram transferidos para um hospital em Saravena, no qual chegaram cerca de 20h. Eles ainda respiravam, mas tinham poucas chances de sobreviver. Os médicos tentaram de tudo por várias horas, mas nenhum dos dois resistiu.

Assim como acontece com muitos dos ataques e assassinados na região, nada foi publicado sobre o incidente, nem na televisão ou no rádio local.

Jose trabalhava em sua igreja local e periodicamente viajava para ministrar às comunidades indígenas de Tunebo em El Viagia, região que acompanha o Rio Arauca. Sua esposa, Emilse, era uma das líderes de jovens da igreja.

A filha de nove anos, Heidy, viu as feridas dos pais antes deles serem levados para o pronto-socorro. Aquela era a última vez que veria os pais vivos. Foi uma cena que ela se relembra com muita dor, mas tenta esconder. Ela não estava em casa quando os atiradores chegaram. Ainda assim, ela não consegue esconder dos avós a tristeza que sente. Eles também são membros da igreja de Jose.

Ela disse: “Agora meus pais estão no céu com Jesus e com meus avós”. A irmã, Ambar Gricet (dois anos de idade), e o irmão Juan Jose (dois meses de idade), ainda não compreendem o que aconteceu. Heidy sabe que um dia terá que contar a eles porque é que os pais nunca mais poderão segurá-los nos braços. Seus pais e avós viviam na mesma casa na cidade de La Esmeralda e compunham uma família bem conhecida não somente na igreja, mas também na comunidade, por causa da dedicação que tinham à causa de Cristo.

Os avós e as três crianças terão que sobreviver através da pequena mercearia que é parcialmente suprida com os produtos que eles mesmos cultivam em uma fazenda fora da cidade.

Tanto Jose quanto Emilse tinham todo um passado com um grupo paramilitar. Jose era o encarregado do recrutamento e da propagação da ideologia política, mas ele havia deixado o grupo havia oito anos. Emilse trabalhou para um grupo na cidade, mas já estava afastada por mais de cinco anos. Ambos nunca haviam recebido ameaças, mas isso já havia acontecido com alguns outros ex-soldados que tinham se convertido. Os avós acreditam que a posição que ostentavam de líderes da igreja gerava um risco de vida muito maior do que apenas o fato de que no passado tivessem ligação com grupos paramilitares.

Os grupos guerrilheiros têm ameaçado e atacado pastores e comunidades cristãs que não seguem as regras que eles impõem à região. Jose visitava a comunidade de Tunebo, que é uma das mais fechadas ao evangelho. Os habitantes da região o recebiam muito bem e eram discipulados por ele através da Palavra de Deus. Entretanto, Jose estava violando uma das regras daqueles grupos paramilitares que proibia o proselitismo religioso entre os indígenas.

Marcha em protesto e busca por justiça

As mortes violentas de Jose e Emilse chocaram as pessoas desta cidade e as incitaram a fazer algo. No dia 10 de maio, os pastores e cristãos da região fizeram uma marcha pacífica pela cidade para pedir por justiça e pelo fim dos assassinatos de pessoas inocentes. Todas as denominações, em parceria com diversos grupos seculares e empresas, estiveram representadas no protesto para mostrar a unidade que têm. Eles estavam indignados e queriam mostrar suas objeções a esses assassinatos. Até a mídia local transmitiu o evento, fazendo com que as pessoas vissem que o casal morto era formado por duas pessoas honestas, que somente fizeram o bem para a cidade e para a sociedade, e que isso não pode ser esquecido.

O pastor Fidel Montañéz, da igreja Assembleia de Deus em La Esmeralda, disse: “As marchas não mudam o coração dos paramilitares, mas esse é um ato público que mostrará o passo inicial que foi tomado em La Esmeralda, porque nossos irmãos têm sido mortos não somente aqui, mas no estado inteiro”.

A igreja cristã por toda a região de Arauca está em alerta. Os paramilitares ameaçaram todos os cristãos que não seguem suas ordens. Eles foram classificados como inimigos da causa paramilitar.

Fonte: Portas Aberts

Eleitores cristãos de Orissa enfrentam intimidações


Houve relatos de que eleitores do estado de Orissa, na Índia, foram alvos de intimidações, e foram forçados a votar pelo partido nacionalista hindu, o Partido Bharatiya Janata (BJP, sigla em inglês).

Apesar das notícias encorajadoras sobre a elevada participação dos cristãos nas eleições, a AsiaNews noticiou que disseram aos cristãos do vilarejo de Gujapanga, norte de Kandmahal, para “Marcar a Lótus” – o símbolo do BJP. Os apoiadores do partido também acompanharam os eleitores, com o objetivo de intimidá-los.

Sajan George, diretor do Conselho Global dos Cristãos Indianos (GCIC, sigla em inglês), disse que relatos similares vieram de vários vilarejos da área.

“Extremistas que ficavam do lado de fora das zonas eleitorais diziam aos cristãos para votarem pela ‘lótus’ caso quisessem evitar ameaças de morte. Não se pode dizer que estas eleições foram calmas e pacíficas”, diz.

Ajay Singh, líder da organização social Jan Vikas na diocese de Bubhaneswar, disse, “Eu parti durante o amanhecer do distrito Gajapati para Kandhamal. No caminho, árvores haviam sido arrancadas pela raiz para bloquear a pista. Não havia ninguém por perto. Quando fui à zona eleitoral do meu vilarejo, descobri que era o primeiro eleitor a comparecer. Duas horas após ter sido aberta, ninguém tinha vindo votar. Apenas depois, quando os aldeões ouviram que alguém já havia ido votar é que alguns outros apareceram”.

Singh disse que depois foi visitar outros vilarejos no distrito. “Nos vilarejos de Kattingia e Lingagada, todos que ousaram votar sofreram ameaças. Em Nulungia, onde um cristão tribal foi morto há alguns meses, as pessoas me disseram que ao menos 40 cristãos (que fugiram da violência do último ano) não votaram por medo de serem espancados”.

“Tudo que você tem que fazer é visitar Phirigada, Gunjibadi, Badabanga, Dodingia, Raikola, Chanchedi. Na área próxima ao mercado, em G Udayagiri, 43 famílias – que abandonaram suas casas – estão vivendo em condições deploráveis, mas não ousam ir para casa”.

Milhares de cristãos também estão vivendo em acampamentos nos estados de Maharastra e Gujarat.

O padre Singh falou sobre a situação no vilarejo de Betticola, onde os extremistas hindus tentam construir um templo sobre as ruínas de uma igreja que foi destruída durante a violência do último ano.

“Nenhuma das 38 famílias do vilarejo está vivendo em sua própria casa”, afirma.

“A nenhum dos sete cristãos que compareceram para votar foi permitido realizar o voto, porque eles não tinham os documentos corretos”, ele disse. “Suas explicações não tiveram nenhum proveito, mesmo quando disseram aos oficiais que seus documentos de identidade e certificados haviam sido perdidos no fogo durante a violência”.

Fonte: Portas Abertas

terça-feira, 12 de maio de 2009

Pastor queniano é agredido na Somália


Um pastor que tentava visitar o Estado autônomo da Somalilândia, de independência não reconhecida, localizado no nordeste da Somália, no início do ano, descobriu o quão hostil esta região separatista pode ser para os cristãos.

Abdi Welli Ahmed, ex-muçulmano e pastor da Igreja Pentecostal do Leste da África, no Quênia, tentou visitar e encorajar os cristãos de uma minoria imperceptível nessa região de intolerância religiosa em fevereiro.

Abdi, nascido e criado na cidade de Garissa, ao norte do Quênia, viajou primeiramente para Adis Abeba, capital da vizinha Etiópia. Quando chegou de carro à fronteira, em Wajaale, em 19 de fevereiro, com toda a documentação legal, teve problemas inesperados com os funcionários do serviço de imigração da Somalilândia devido à sua bíblia e outras literaturas cristãs.

“Eu fui espancado por estar de posse de material cristão”, disse Abdi à agência de notícias Compass Direct. “Eles ameaçaram me matar se eu não renunciasse minha fé, mas eu recusei a fazer isso. Eles foram desumanos.”

Abdi disse que o chefe do serviço de fronteira em Wajaale, a quem ele só conseguiu identificar pelo sobrenome de Jama, encarregou-se da maior parte da tortura. Abdi disse que era ameaçado friamente enquanto eles lutavam para subjugá-lo, com Jama e outros funcionários dizendo que tinham matado dois cristãos somalis e fariam o mesmo com ele.

Seus apelos de que era um queniano cuja fé era respeitada em seu país, segundo ele, não foram ouvidos.

“Fui ofendido e eles também ofenderam minha fé como sendo uma religião para pagãos, dizendo que ela é inaceitável em sua região”, disse ele. “Eu lhes disse que sou nascido e criado no Quênia e que minha fé cristã é respeitada e reconhecida em Garissa.”

Jama determinou a prisão de Abdi e ele ficou trancado em uma cela da imigração por nove horas. Os funcionários pegaram três CD de sua bolsa que continha suas credenciais pessoais e literatura cristã. Eles também pegaram sua bíblia em inglês, dois livros cristãos e US$400,00, disse ele.

Abdi disse que foi liberado com a ajuda de um amigo etíope anônimo.

“Eles me alertaram para nunca ousar pisar ou pensar em ir novamente para Somalilândia”, disse Abdi que trabalha em uma equipe de resgate e com serviços comunitários.

Em 22 de março, ele enviou cartas de reclamação para funcionários do governo etíope, queniano e, ao que tudo indica, para os menos simpáticos funcionários de Somalilândia. Nenhum deles demonstrou quaisquer sinais de buscar justiça, disse ele.

Compass Direct transmitiu uma cópia da carta por e-mail a Alexander O. Oxiolo, chefe dos assuntos consulares no ministério das relações exteriores da Etiópia que, em seguida, negou tê-la recebido. Quando a Compass Direct imprimiu a carta e lhe entregou uma cópia, Alexander disse que não poderia fazer nada porque o autor não havia assinado a mesma.
Ele também questionou que Abdi fosse cristão por causa de seu nome muçulmano que esperava-se ter sido mudado após sua conversão.

Abdi se converteu ao cristianismo em 1990. Logo após seu batismo, em 1995, Abdi foi ameaçado por muçulmanos e fugiu para Níger, em 1996, onde se casou. Ele e sua esposa retornaram ao Quênia em 2000, disse Abdi, e, desde então, ele tem recebido uma torrente de ameaças por parte de muçulmanos em Garissa. Em várias ocasiões, ele foi forçado a sair de Garissa por meses seguidos, disse ele, esperando que as tensões se acalmassem.

Abdi foi ordenado pastor em 2004.

Fonte: Portas Abertas

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Escola Bíblica SETIA resiste, mesmo realizando aulas em abrigos na Indonésia


Desde novembro de 2008, cerca de 1.000 estudantes e a equipe da Escola Teológica de Arastamar (SETIA) foram evacuados por causa de um violento ataque feito por extremistas muçulmanos. Sem ter como voltar ao campus, eles permanecem em abrigos. O governo da cidade prometeu conseguir um novo local para a escola, mas isso ainda não cumpriu a promessa.

Os estudantes estão espalhados em três lugares de Jacarta. Pelo menos 450 deles vivem em tendas em um espaço para acampamentos em Cibubur, 250 vivem em um complexo estatal em Kalimalang e outros 500 em um espaço pertencente ao escritório da prefeitura de Jacarta.

Os estudantes enfrentam desafios diários: “A chuva quase fez desmoronar nossa tenda já frágil. À noite, nós nos sentimos como se nosso corpo fosse ‘um’ com o chão”, disse uma jovem estudante de Cibubur. Devido às fortes chuvas dos últimos meses, alguns estudantes ficaram com febre, gripe, tosses e dores na garganta. Nenhum dos abrigos não possui uma infraestrutura decente.

No espaço da prefeitura de Jacarta, às vezes, os estudantes esperam por horas para conseguir usar o banheiro, e é muito difícil conseguir água potável.

Embora privados de uma vida confortável, os líderes da SETIA, a equipe e os estudantes mantiveram o espírito e se fixaram na visão e na missão que Deus confiou a eles: alcançar a outros. Eles comemoram o Natal e a Páscoa. Um estudante disse: “Nos sentimos mais próximos do Gólgota nesta Páscoa. O ambiente simples nos comoveu. Era como se pudéssemos ouvir Jesus dizendo: ‘Venha e sofra comigo’”.

Apesar das incertezas, em dezembro de 2008, a SETIA ainda fez a cerimônia de formatura dos alunos, enviando centenas de estudantes para pregar o evangelho nas cidades distantes do país. As aulas são feitas ao ar livre, geralmente sob a sombra das árvores. No entanto, as aulas têm que ser interrompidas sempre que começa a chover. Nesse momento, os estudantes correm de volta para suas tendas para procurar abrigo.

Um dos professores declarou: “Nós nos sentimos como se estivéssemos no primeiro século, fazendo o que Jesus fazia, ensinando nos vales ou debaixo das árvores, em qualquer lugar. Abraão também viveu em tendas e, mesmo assim, se tornou um canal de Deus para abençoar muitas nações”.

Aris, um aluno da Ilha Nias, que está no terceiro ano, falou a respeito de suas esperanças: “Isso é um teste para nossa fé que irá nos preparar para os desafios futuros na vida e no ministério”.

A escola tem mantido sua rotina. O diretor da SETIA, o Rev. Matheus Mangentang, relatou que todos têm mantido a vida disciplinada que tinham: “Antes da evacuação, os estudantes acordavam cedo, frequentavam os cultos, oravam, jejuavam, faziam tarefas do dia-a-dia, enfim, estavam preparados para enfrentar dificuldades. A disciplina é o fruto do verdadeiro discípulo. Não queremos perder isto, mesmo que tenhamos que continuar a viver em abrigos ou tendas”.

A população local proibiu a SETIA de voltar às antigas instalações. Os líderes da escola estão procurando um novo local. Em 2008, a Portas Abertas distribuiu alimentos e bebidas para mais de 1.100 alunos e equipe, levou uma pequena mensagem de encorajamento para eles e os ajudou a equipar uma cozinha (necessidade urgente deles à época).

Fonte: Portas Abertas

sábado, 9 de maio de 2009

A obra de Deus tem sido realizada no norte da África

ORIENTE MÉDIO - “Muito obrigado por todo o amor que foi demonstrado a mim e por todas as orações pela viagem que fiz para visitar os recém convertidos do norte da África. Obrigado por fazer parte do que têm acontecido ali através das suas orações, apoio e amor. Certamente não faríamos nada sem os seus joelhos dobrados em favor de nós”, escreveu um de nossos colaboradores do norte da África. Ele visita constantemente todos os novos convertidos. Nessa viagem, ele tinha um amigo a seu lado.

“Antes de falar a respeito da viagem, quero relatar um sonho que tive. Nele eu estava nas costas de uma águia! Isso se tornou realidade, Deus nos carregou em suas costas nos mantendo em segurança durante toda a viagem. Eu receava fazer o percurso por causa da situação ruim que me falaram que o país se encontrava, mas - como sempre - Deus me deu muita paz e confirmação para que eu pudesse ir. Um dia antes de partirmos, Deus me abençoou e pude testemunhar em minha própria região a conversão de uma mulher, filha do imã local. Tudo ocorreu bem e Deus proveu o que precisávamos e com abundância. Foi algo realmente glorioso ver como Deus cuidou de todos os detalhes.

Conseguimos chegar em segurança até o lugar programado e alcançamos graça diante dos oficiais dos postos de fiscalização e dos policiais. Eu lhes explicava que meu amigo estava comigo para visitar uma família na região. Era um pouco assustador, já que tínhamos algumas Bíblias e outros materiais cristãos conosco.

Nos encontramos com a família que estávamos indo ajudar e foi uma grande alegria estar novamente com ela. Passamos bons momentos ali e meu amigo teve uma experiência realmente transformadora. Ficamos na casa da família por duas noites e, depois disso, procuramos um hotel na cidade.

Algumas mulheres da família nos levaram até alguns lugares históricos e nos divertimos muito nesse passeio. A nora da família viu as fotos que estavam em nossa câmera e encontrou algumas imagens de um casamento de uma cristã. Ela nos questionou se éramos cristãos ou não e evidentemente não negamos, por isso, ela repetiu a pergunta. Ao respondermos, a nora teve uma reação negativa, mas seu marido, que estava sentado do seu lado, afirmou que a fé é uma escolha pessoal. Na verdade, era até melhor que mais pessoas da família soubessem a respeito da minha fé. A notícia já deve ter se espalhado por toda a família agora.

Nós também conhecemos um homem muito conservador, que mora no Oriente Médio, e que nos perguntou acerca de uma versão online da Bíblia. Conversamos abertamente com ele, mas com muito respeito. Discutimos durante quase duas horas sobre as diferenças entre as duas religiões. Ele era formado em direito religioso e tinha alguns amigos que tinham se convertido ao cristianismo. Portanto, ele só queria descobrir porque os amigos tinham mudado de fé. Foram momentos muito agradáveis. Nós lhe demos uma Bíblia de estudo e alguns livretos cristãos sobre o tema da conversão. Ele parecia muito interessado e ansioso por saber mais. Ele até nos ofereceu ajuda se precisássemos de qualquer coisa.

Peça a Deus por nossa proteção, sem a ajuda de Deus nós nunca poderíamos ter feito o que fizemos.

No dia seguinte, nós nos encontramos com outro jovem recém convertido. Foi realmente abençoador estar com ele. Quem imaginaria que nós iríamos ali para encorajá-lo? Na verdade, ele nos encorajou através de todas as coisas que Deus fez em sua família. Ele terminou de ler os estudos sobre o Novo Testamento e todo o material que eu havia deixado com ele em minha última visita. Seus irmãos e sua irmã também se converteram. Ele falou a respeito de sua fé para os pais, porque pensava: “Como eles podem ser salvos se nunca ouvirem a respeito de Jesus?”. Os pais ficaram chocados com sua ousadia. O pai dificultou muito sua vida e tentou persegui-lo de diversas maneiras. O irmão mais novo e a irmã negaram a fé, mas o irmão mais velho não.

Ao invés de desistir, ele começou um culto doméstico em seu quarto com dois de seus irmãos e, às vezes, com as irmãs também, duas vezes na semana. Ele não sabia o que ensinar a eles, por isso, começaram a pedir que Jesus se juntasse a eles para ensiná-los. Eles louvavam, oravam, liam e discutiam a Bíblia juntos. Ele começou a explicar a eles o quão próximo Jesus estava e que podiam confiar nele e obedecê-lo em amor sem medo. Ele tem os ajudado a enfrentar o sentimento de culpa causado pelo fato de que inicialmente eles haviam negado a Jesus.

A mãe deles tem sido cada vez mais flexível com eles, mas o pai ainda é bastante duro. “É uma grande honra ser perseguido por causa de Jesus. Ele nos diz na Bíblia que nós não estamos na Terra para descansarmos, mas para sermos luz e lutarmos contra Satanás com o poder de Deus.” Isso foi ele quem disse - um recém convertido de apenas 18 anos de idade. Entregamos a ele uma Bíblia de estudos completa e outros livros cristãos que ele pediu. Ele nos prometeu que sua pequena igreja iria orar por nós e por nossas outras visitas.

Sendo observado

Era muito evidente que estávamos sendo observados o tempo inteiro, mas nós confiamos que Deus nos faria invisíveis sempre que precisássemos. Ele simplesmente nos carregou em suas asas de águia...

Após nos encontrarmos com esse último convertido, recebi à noite um telefonema estranho que durou uns cinco minutos. Alguém estava fazendo o possível para me manter ao telefone me perguntando coisas estranhas e me fazendo algumas ofertas esquisitas, como se quisesse que eu ficasse na linha para descobrir onde eu me localizava. Dobramos os joelhos e pedimos que Deus nos protegesse. Ele cumpriu a promessa, por isso, glórias sejam dadas somente ao seu nome.

Voltamos para a casa da primeira família e ficamos mais uma noite com eles. Foi muito bom estarmos juntos mais uma vez. Tudo parecia muito bem, a não ser o fato de que eles tinham muito mais questionamentos sobre nosso trabalho e nossa vida pessoal.

Muito obrigado por fazer parte disto, sem suas orações e apoio talvez nunca pudéssemos fazer o que temos feito. Deus abençoe a todos.”

Êxodo 19.4-6
“Vocês viram o que fiz ao Egito e como os transportei sobre asas de águias e os trouxe para junto de mim. Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o tesouro especial dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa. Essas são as minhas palavras que você dirá aos israelitas”.

Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Livro infantil aborda homossexualidade e gera polêmica na Austrália


Um novo livro infantil dirigido a crianças de dois anos e que aborda, entre outras questões, o relacionamento entre homossexuais, está causando polêmica na Austrália.

O livro, Where did I really come from (”De onde eu Vim”), da autora Narelle Wickham, traz informações detalhadas e ilustrações de relações sexuais, e aborda temas controversos, como a paternidade entre casais de lésbicas e gays.

Uma das ilustrações mostra dois homens segurando um bebê. “Se os pais são abertos com os filhos desde o começo, é bom para o conceito de que os pais são honestos e confiáveis”, disse Wickham em entrevista à BBC Brasil.

“O livro é para os pais saberem como ensinar os filhos sobre várias formas de se conceber um bebê, inclusive a fecundação in-vitro (FIV)”, disse a autora.

Wickham contou à BBC Brasil ter tido a inspiração para escrever o livro depois do nascimento da filha, que foi concebida a partir de inseminação artificial.

Trechos

“Algumas vezes as mulheres querem ter filhos mas não querem ter relação com um homem. Ou algumas vezes mulheres querem ter um bebê sozinhas ou com outra mulher, então o bebê tem duas mamães”, diz um dos trechos.

Outra passagem ainda explica que “quando uma mulher quer ter o bebê sozinha ela vai a um médico que consegue para ela espermatozoide, ou pede a um homem especial para fornecê-la seu espermatozoide”.

Grupos conservadores, como a Organização Família Austrália, disseram-se revoltados com a ideia. “Essa é uma forma de promover o que não é normal”, disse à BBC Brasil John Morrissey, porta-voz da organização, referindo-se a pais gays.

“Se o livro apenas explicasse aos pais a melhor maneira de responder aos filhos quando eles começarem a questionar, tudo bem. Mas promover relacionamentos que não são normais, nós somos contra”.

Na Austrália, estudantes começam a ter aulas de educação sexual a partir dos 11 anos.

Fonte: O Verbo

terça-feira, 5 de maio de 2009

Maioria da população mundial não goza de liberdade de expressão

A Associação Mundial de Periódicos (WAN, na sigla em inglês) ressaltou hoje que "a maioria da população mundial não goza do direito básico da liberdade de expressão", para enfatizar a importância do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, que será comemorado em 3 de maio.

A WAN lembrou que no ano passado 70 jornalistas foram assassinados no mundo todo e, pelo menos, 670 foram presos, dos quais 125 permanecem na prisão.

"Em muitos países os jornalistas estão ameaçados, sofrem ataques e inclusive são assassinados quando desempenham seu papel em investigações sobre corrupção, crime organizado e violência política", declarou em comunicado Timothy Balding, presidente da WAN.

Essa associação, que reúne 18 mil periódicos de todo o mundo, dedica o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa de 2009 aos jornalistas "na linha de fogo" e está elaborando material em espanhol, francês, inglês e russo que os meios de imprensa podem utilizar gratuitamente para comemorar essa data.

"Dia após dia, os jornalistas averiguam e elaboram relatórios de casos que sabem que podem levá-los ao assédio, dano físico, detenção, prisão e inclusive a morte", afirma a nota, na qual se pede aos meios de imprensa que aproveitem essa data para fazer os leitores compreenderem a contribuição dos jornalistas à sociedade e os perigos que assumem por isso.

Fonte: Portas Abertas

Muçulmanos egípcios utilizam a gripe suína como pretexto para perseguir cristãos


No Egito, os cristãos coptas vivem predominantemente dos negócios relacionados à criação de porcos. Apesar do nome, a gripe suína não foi detectada em porcos ainda em lugar nenhum do mundo. Entretanto, os muçulmanos do Egito, que consideram o porco um animal impuro, decidiram perseguir os cristãos utilizando como pretexto o extermínio preventivo de suas criações de suínos, o que os priva de seu trabalho e fonte de renda, efetivamente destruindo suas vidas.

A campanha tem origem no governo e tem sido apoiada pela mídia que espalha superstições e desinformação sobre os porcos espalharem a doença, a despeito de, reiterando, ser fato conhecido que nenhum animal jamais foi encontrado contaminado. Mesmo assim, o objetivo do governo muçulmano é destruir todas as 400 mil cabeças do gado suíno egípcio.

Segundo líderes cristãos coptas que evidentemente desejam manter seu nome em segredo, a medida tem o objetivo de privar os cristãos de suas rendas, tendo já retirado de alguns milhares de cristãos o seu ganha-pão.

Além disso, segundo as mesmas fontes, a campanha é utilizada também como outras formas de perseguição. Pontos de blitz foram localizados nas regiões onde vivem os coptas para "impedir" que tentem transferir os porcos para esconderijos. Os muçulmanos exigem inclusive que os cristãos dispam-se completamente alegando que poderiam estar escondendo porcos embaixo da roupa, ou seja, buscando apenas humilhá-los.

A violência islâmica contra cristãos é recorrente no Egito. Um dos casos mais proeminente ocorreu em 2007 quando muçulmanos atacaram cristãos coptas e suas lojas, incendiando-as. O motivo que incitou a violência: os cristãos desejavam construir uma paróquia. O governo egípcio exige uma pesada burocracia para a construção ou aumento de paróquias, exigindo inúmeras licenças. Todo e qualquer ofício necessita de permissão estatal e os cristãos não podem ocupar cargos de relevância no governo, exército ou na educação.

Fonte: Portas Abertas

Cristãos uzbeques são difamados em programa de TV


Em 17 de maio de 2008, o Canal Um da TV uzbeque transmitiu um documentário de 90 minutas chamado “Nas garras da ignorância”. O programa trata de diversas minorias religiosas no país, mas o foco está nas atividades de cristãos uzbeques e de missionários estrangeiros.

O programa foi recomendado para funcionários públicos e estudantes de todo o país. A liderança acadêmica do Conservatório Federal do Uzbequistão insistiu para que professores e alunes assistissem ao documentário.

Os policiais, de igual modo, foram aconselhados a assistir. Na verdade, a polícia colaborou com a produção do documentário, disponibilizando cenas de operações policiais em cultos.

Líderes de 26 congregações protestantes em todo o Uzbequistão decidiram enviar uma carta aberta ao presidente, pedindo seu auxílio para interromper a difamação e o ataque cruel.

A carta também foi enviada a agências estatais, grupos de comunicação e de direitos humanos.

Entretanto, a exibição do documentário continua, e piorou: a cada dia, ele é exibido em um canal diferente. Chegou a ser transmitido pelo canal de esportes do país, em horário nobre, antes do Campeonato Europeu de Futebol.

Já se produziu e distribuiu o documentário em DVDs, vendidos no Uzbequistão e Rússia.

Afirmações preconceituosas e excêntricas

Segundo o “Nas garras da ignorância”, os cristãos são contra o islamismo e têm o plano de converter toda a região ao cristianismo. O documentário afirma também que os cristãos não são cidadãos confiáveis e que aqueles que traem o islamismo, abandonando-o, podem facilmente trair o país também.

Questões econômicas ganham destaque. O programa afirma que líderes cristãos têm seus próprios interesses materiais, e que muçulmanos abandonam a fé só pelo dinheiro. Vários pastores são acusados de atividades criminosas, como roubo.

Os missionários também são mencionados, e diz-se que são tão perigosos quanto terroristas. No filme, enfatiza-se que há uma nova lei que proíbe qualquer forma de atividade missionária. Essas atividades são mencionadas como um “problema global”, tão perigosas quanto fundamentalismo religioso, terrorismo e uso de drogas.

Os cristãos protestantes são ligados a seita satânicas que realizam sacrifícios humanos e a Hare Krishnas. Os batistas, em especial são considerados uma seita cristã herege .

Segundo o programa, crianças e jovens devem receber proteção especial contra a influência dessas “seitas”. Líderes locais afirmam que os jovens estão sendo submetidos a uma “lavagem cerebral”, e estão traindo a fé dos seus antepassados. “Eles aprendem a não ouvir seus pais e a viver de forma diferente. O governo deveria prestar atenção em o que nossos jovens estão se envolvendo e deter esses missionários cristãos!"

Há também algumas informações excêntricas. O documentário afirma que “igrejas protestantes usam substâncias alucinógenas” e que pessoas que aceitam receber aulas, livros e Bíblias se tornaram “zumbis”, como os seguidores dessas “seitas”.

Por fim, cristãos que renunciaram Jesus falam contra o cristianismo no programa. Uma senhora disse que seu pastor a ameaçou caso ela se recusasse a lhe dar dinheiro.

Por que as autoridades fazem isso?

Comentários feitos durante o filme enfatizam a influência política dos cristãos. Alguns disseram que várias revoluções que trouxeram mudanças políticas em países africanos e na Ucrânia teriam sido iniciadas por cristãos protestantes.

“O governo não quer tais revoltas políticas; é por isso que busca reprimir qualquer forma de liberdade”, disse um pastor.

Por temer revoltas e instabilidade, todas as atividades religiosas, tanto islâmicas como cristãs, são estritamente monitoradas e controladas pelas autoridades.

Nazarov, um famoso imame uzbeque, afirma: “É como nos tempos soviéticos. Também tínhamos igrejas e mesquitas em todo lugar. Mas, na verdade, elas operavam sob estrito controle do governo”.

A exibição do programa tem trazido graves consequências aos cristãos uzbeques e suas igrejas.

Um pastor e seu assistente foram ameaçados pelas forças de segurança de Tashkent. “Não acho que eles vão me deixar em paz. Talvez eu tenha que sair do país em um ou dois anos.”

Uma terceira pessoa, apresentada no documentário, mudou-se para outra região do país e foi imediatamente identificada por estranhos. “Foi muito desagradável. Senti como se não tivesse privacidade.”

No dia seguinte à primeira exibição do programa, a congregação batista de Gulistan foi invadida pela polícia e por funcionários do governo, exigindo que o pastor interrompesse o culto. Todos os presentes foram fichados e ameaçados. A igreja foi proibida de se reunir até receber uma autorização do Estado.

“Vemos que nosso governo deseja intimidar as pessoas. Depois desse filme, os cristãos foram mais perseguidos e pressionados tanto pela família como pelos colegas de trabalho. Logo depois do programa, meu sogro, que é muçulmano, me telefonou e convocou para termos uma conversa séria. Quando cheguei, ele tentou me dissuadir do cristianismo. Ele temia que a polícia descobrisse sobre minha religião e me colocasse na cadeia. Ele também temia ser envergonhado se as pessoas descobrirem que a família dele é cristã.”

Fonte: Portas Abertas

domingo, 3 de maio de 2009

Ex-muçulmana é presa por se casar com um cristão no Egito


A convertida Raheal Henen Mussa e seu marido copta estão escondidos da polícia e de sua família muçulmana por violarem um artigo da sharia (lei islâmica) que não existe no código penal egípcio.

A polícia prendeu Mussa, 22, no dia 13 de abril, por se casar com Sarwat George Ryiad em uma cerimônia comum (zawag al ‘urfi), uma forma não-registrada de matrimônio realizada no Egito, sem testemunhas. Essa cerimônia ganhou muita popularidade entre os jovens egípcios, mas não é sancionada pela maioria dos eruditos islâmicos.

Os dois assinaram um contrato de casamento entre eles. Somente Ryiad e seu advogado têm uma cópia. A polícia não conseguiu uma cópia do contrato, mas usou a existência dele como pretexto para a prisão de Mussa.

De acordo com uma interpretação da sharia, as mulheres muçulmanas não podem casar com não-muçulmanos, ainda que o contrário seja permitido, e o Artigo 2 da Constituição egípcia estipula que a sharia seja a base para a legislação.

Segundo a lei egípcia, os dois não cometeram um crime, já que não procuraram um reconhecimento para o casamento, mas a polícia e a família de Mussa estão coagindo o casal, dizendo que eles violaram a lei islâmica.

“Eles não violaram a lei, mas a família e a polícia estão adotando uma lei própria, que não está registrada”, diz Helmy Guirguis, presidente da Associação copta do Reino Unido. “A lei islâmica interpreta que, se uma garota muçulmana casa com um homem não-muçulmano, mesmo no papel, eles estão quebrando a lei de Deus, e não a lei dos homens.”

Os dois não puderam se casar em uma cerimônia oficial, pois Mussa é considerada muçulmana por nascimento, e mudar o status religioso de “islã” para “cristianismo” é impossível no Egito.

Conhecida como Samr Mohamed Hansen, Mussa se converteu ao cristianismo há três anos, antes de se casar com Ryiad. A polícia a prendeu quando chegou do trabalho. Eles a identificaram pela tatuagem da cruz copta em seu braço direito, uma marca comum entre os coptas.

Ela foi transferida para um posto operado pela polícia secreta, onde ficou até domingo (19 de abril), quando sua família a tirou de lá. Enquanto estava sob custódia, a família queimou a tatuagem.

Mussa fugiu de sua família na terça-feira (21). Ela e seu marido fugiram para o Cairo e estão escondidos. Se os dois forem pegos, os advogados temem que eles possam ser separados, presos e agredidos se Mussa voltar para a família.

A influência da sharia na lei egípcia também significa que os muçulmanos têm o direito (hisbah) de processar alguém que tenha violado os “direitos de Deus”. Isso pode significar que o casamento não reconhecido de Mussa e Ryiad pode torná-los alvos de extremistas muçulmanos querendo cumprir toda a lei.

O exemplo mais conhecido da aplicação do hisbah aconteceu em 1995, quando Nasr Abuh Zayd, professor da Universidade do Cairo, foi declarado um “infiel” e obrigado a se divorciar de sua esposa por criticar as visões ortodoxas do Alcorão.

Ryiad e Mussa não casaram em uma cerimônia copta, pois muitas igrejas evitam casar muçulmanos registrados com não-muçulmanos, por medo das autoridades e extremistas islâmicos.

“Ninguém no Egito pode realizar o casamento de um homem copta com uma mulher muçulmana”, afirma o advogado Naguib Gabriel. “Seria muito perigoso para a vida do pastor.”

Fonte: Portas Abertas